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Álcool

Entrevistas:
Dependência química





Dr. Ronaldo Laranjeira é médico, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Escola Paulista de Medicina na Universidade Federal de São Paulo e com PhD em dependência química na Inglaterra.

Ressaca

DrauzioPor que a ressaca não é sempre igual? Às vezes, é mais intensa embora a pessoa tenha bebido proporcionalmente menos.
Ronaldo – A intensidade da ressaca depende, em parte, da qualidade da bebida. Dependendo da quantidade ingerida, em geral o bom uísque escocês e o melhor vinho francês provocam ressacas mais leves, mais relacionadas ao efeito farmacológico do álcool.
Já misturar bebidas - vinho, cerveja, destilados, licor de ovos, seja lá o que for - provoca ressacas muito piores porque além do álcool etílico foram ingeridos vários outros componentes tóxicos dessas bebidas.
Resumindo, dois fatores influem na intensidade da ressaca: qualidade e composição da bebida e quantidade de álcool ingerida.

DrauzioQuer dizer que a crença de que misturar bebida não é bom tem certo fundamento?
Ronaldo – Tem muito fundamento. Misturar bebidas significa ingerir outros componentes nocivos além do álcool etílico.