Genética

O monge Gregor Mendel nasceu em Heinzendorf,
província do Império Austro-Húngaro, mas foi
num convento agostiniano na Tchecoslováquia, na segunda
metade do século XIX, que realizou experiências com
ervilhas da espécie Pisum sativum, porque apresentavam caracteres
fáceis de identificar, como cor e rugosidade das sementes,
cor e forma das vagens, posição das flores, altura
dos caules, etc.
Mendel impediu a autofecundação e cruzou plantas puras (homozigóticas)
com características diferentes - uma planta alta com outra baixa,
uma de flor amarela com outra de flor verde, a de semente lisa com a de semente
rugosa – durante vários anos e analisou os resultados estatisticamente.
Ao contrário do que imaginava, ele descobriu que os fatores (mais
tarde chamados de genes) que determinavam essas características não
se misturavam nas plantas híbridas, mas se mantinham intactos, diferenciados.
Alguns eram dominantes; outros, recessivos, e reapareciam e combinavam ao
acaso nas gerações subseqüentes. Concluiu também
que eles existiam aos pares (os alelos) que se separavam durante a formação
dos gametas e depois se uniam num novo ser.
As leis que Mendel formulou com base nessas experiências – lei
da segregação e lei da variação independente – explicam
o mecanismo da hereditariedade e da variação dos seres vivos
e constituem o princípio fundamental da Genética.